Não vimos o começo, mas poderemos ver o fim. Isso é bom? Para quem gosta mais do meio, como eu, não. Quem ficar por último, desligue a luz, ou melhor, feche a porta do planeta.

Contagem apreensiva
Faltam menos de 93....
Cubanacan?

Menos de 5 mortes por mil crianças nascidas. Isto é Cuba. No Ceará, a situação melhorou: são 32 por mil nascidos vivos. Seis vezes mais que na ilha. A idéia de fazer um comentário nasceu na noite de quarta-feira, depois de assistir o SBT Brasil sobre o país. Entre diversos aperreios vividos, como falta de suprimentos e de liberdade, há coisas muito boas, como habitação para todos, educação e segurança.

Por que isso não ocorre no Brasil? Falta de socialismo (ou melhor, castrismo) não é. Talvez seja falta de competência. Se um país embargado como Cuba pode dar educação e saúde aos seus moradores, por que é tão difícil fazer isso por aqui? 

07

Lá vamos nós....

Phase maníaca, superpoderosa, pode-tudo:

A. E o Saddam? Nem morto ele sossega. Já viram a semelhança dele com o Joaquim, é o Tiradentes? A forca concede um grau de heroísmo inescapável à pessoa que morre. Não deveriam ter matado logo o Saddam. Deixasse ele preso à pão e água. Mas se fosse pra matar, que fosse fuzilado ou com injeção letal. Teríamos menos um mártir...

B. E o Cid? Vida de professor é dose... Pois não foram atrasar o pagamento deles? E a UECE, como fica? Esta é a verdadeira pedagogia do oprimido, ou seria do esprimido?

C. E o Youtube? A internet começou a pautar nossas vidas, as nossas conversas. Se não houvesse www. quantos teriam visto a Cica? O que seria de 2006 sem ela? Mas às vezes enche o saco. E a rede mundial fica parecendo mais a intertralha!

D. E o Fidel? Dizem que não morreu ainda por medo de uma nova revolução. Seja ela feita lá em cima ou seja ela feita lá embaixo, who knows?

Ao som de Pi, OST

De volta, volta

Depois de um mês agitadíssimo, volto a blogar neste espaço. Há muito para ser dito, mas pouca coisa pode ser revelada.

A cabeça da gente parece um redemoinho, às vezes.  

pohesias

Hoje vi teus despojos pelo chão
Hoje vi que tua ameaça era verdadeira
Balancei a cabeça em sinal de reprovação.

Do teu interior nada havia
Apenas um adeus que escorregou do lábio
Uivo sutil de um animal ferido
Tentei sentir alguma coisa, mas
nada combinava com a cor dos meus sapatos.

Desculpe se a nossa dor era somente a sua
Desculpe se o nosso gozo era somente meu.

RM 2608 01:33


Nas paredes vi tua mensagem
Em meio à fumaça recebi teu sinal
Um menino contou teu segredo
O papagaio imitou tua fala

Mas eles nada me dizem.
Eles são apenas o xis em uma equação que não sei resolver.

Qual passo nos esquecemos?
Em que estação fui deixado?
Onde foi parar minha garrafa?
Eu dei o sinal mas teu ônibus não parou.

RM 2608 01:46

fito teu olhar e ele me envolve
como o laço de uma encomenda que
nunca vai chegar ao seu destinatário.

como...

o abraço do maneta,
a caspa do careca,
o sorriso do banguela,
a comunhão do ateu,
o hímen da prostituta,

a minha vida e a tua.
RM 2608 01:50

gosto de correr e pensar que o mundo não tem um fim
o fim de gostar é não pensar
o mundo não tem fim pra quem gosta
o fim de correr é não pensar
o mundo pensa que corre
o mundo não tem fim pra quem corre
gosto do fim do mundo

RM 2608 01:56

A última fronteira

O PCC mexeu com os agentes prisionais, depois com a Polícia, depois com os Bombeiros, depois com o Governo do Estado e, por tabela, com o Governo Federal. No sábado, mexeu com a Rede Globo. Com a Globo. Eles pegaram pesado e dobraram a platinada. Se ficar barato, pode passar as chaves da cidade para os bandidos. E manda trancar a população nas cadeias.

Não é caso de se perguntar o que falta fazer, porque a criatividade humana não tem limites.

Terras de ninguém
Rondônia e São Paulo. Dois Estados que em tese não têm nada a ver, na verdade têm. O Estado não os controla mais. O primeiro porque é dominado por uma organização fora da lei. O segundo porque é dominado por uma organização fora da lei. Em caso de emergência, no primeiro, chamem os bandidos. Em caso de emergência, no segundo, chamem o José Serra.
Rio 200777777

 

Pense em um mascotezinho primário, fruto do desenho de uma criança da 2ª série. E os nomes, nada a ver com o Rio de Janeiro. A organização e a criatividade mandaram recado. Melhor escolher as opções acima, do blog kibeloco.

Cenários da poesia do dia-a-dia

Janela do apto, 19 de julho de 2006. Quase 18h.

Pólo de Lazer Conjunto Esperança. Onde está a lua?

 

Mais pessoas queridas

Quarteto trágico: Eu, Pilatos, Spike e Cacaia.

Trio ternura: Boioviski, vocês já sabem quem e Luca Salri.

Momento pipoca

Altamente recomendáveis:

Para quem gosta muito de mulher, mesmo as genéricas.

A sensibilidade de Almodóvar faz falta no mundo atual (vide ao seu redor).

Depois de ver o filme, você vai entender porque os israelenses estão jogando bomba no Líbano.

Javé não tem nada a ver com isso.

 

 

 

Pílulas

Eu gosto de goiaba. No Mondubim, tínhamos duas fontes. Mas dá trabalho pegá-las. Em frente ao meu bloco tem uma goiabeira, carregadíssima. Mas tenho preguiça de ir atrás. Um dia, ao voltar do trabalho, ouvi uma goiaba falar:

"Ricardinho, vou cair, estica a mão".

Estiquei. Apanhei. Comi. Estava gostosa.

Eu e Clarice

Do livro "A Aprendizagem ou O Livro dos Prazeres":

"-Quantos amantes você já teve? Interrompeu ele.

Ela silenciou. Depois disse:

- Não foram propriamente amantes porque eu não os amava."

Do mesmo livro:

"Temos mantido em segredo nossa morte paar tornar nossa vida possível"

cool.

 

Para poder mudar de assunto

Esse texto deveria ser postado logo após a eliminação do Brasil, mas não deu. Vamos lá:

Eu e a França

A primeira vez que perdi da França foi em 1986. Lembro com muita triteza de parte daquele jogo, afinal tinha apenas 7 anos. Me marcou a tristeza, o desconsolo de ver o Zico perdendo o pênalti. Naquela época como agora, já se contava com o ovo antes de ter saído da galinha. Lembro bem de, no Fantástico, terem exibido uma vinheta do Arakém, o show man, na qual ele mandava Napoleão para o espaço, por meio de um canhão. Quem foi para o espaço foi ele, que sumiu, e nós, que perdemos. Como vingança, torci pelos adversários do Platini, agora não me lembro quem.

Corta para 1998. Época do Grupo de Jovens Esperança, que tantas boas recordações me trouxe. Já namorava com a Érika (fazia pouquíssimos meses) e assistimos o jogo no Júnior Pagodeiro (hoje na Base Aérea). Antes de começar a partida, fui até o apto da Érika (onde moro hoje) e, ao ligar a TV, soube que Ronaldo tinha passado mal e seria substituído por Edmundo. Mau pressentimento,confirmado logo no primeiro tempo, quando o Zidane usava a cabeça só para fazer gols. Tive de engolir outra derrota.

Fast Foward. 2006.

Já bem instalado no apto da Érika, com a companhia de um torcedorzinho todo especial, perdi pela terceira vez para "Les Bleus". Sem convulsão, sem penâlti, mas com o gosto amargo de uma canhonada na bunda. Fica pra próxima. E isso não é ruim.

 

 

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